O presidente dos EUA visitou nesta terça um santuário católico dedicado a São João Paulo II em Washington D.C. Após a visita oficial, Trump também assinou uma ordem executiva destinando 50 milhões de dólares para ajuda a minorias religiosas perseguidas em outros países. Espera-se que os principais beneficiados com a medida sejam as famílias cristãs em situação de risco na África, Ásia e Oriente Médio.
No ato, o presidente expressou comprometimento com a promoção da liberdade religiosa, a qual classificou como “um imperativo de segurança moral e nacional” e uma “prioridade da política externa dos Estados Unidos“. Atualmente estima-se em cerca de 260 milhões o número de cristãos perseguidos em diversos países ao redor do globo, de acordo com a organização internacional Open Doors.
A administração do santuário visitado por Trump é ligada aos Cavaleiros de Colombo, ordem de cavalaria conhecida por ser numericamente a maior organização católica do planeta e por estar engajada em diversas iniciativas caritativas nos países onde atua. Os cavaleiros também se envolvem na defesa de valores católicos tradicionais, investindo, por exemplo, em campanhas contra o aborto. A fraternidade tem conexões com membros da atual gestão federal e relações de parceria com iniciativas da Casa Branca.
Quadros do clero progressista norte-americano, entre os quais o próprio arcebispo de Washington, Dom Wilton Gregory, criticaram duramente a permissão do santuário à visita do presidente por considerarem o ato como meramente oportunista e publicitário.
O arcebispo disse ser “desconcertante e repreensível que qualquer instalação católica se permita ser tão flagrantemente mal utilizada e manipulada de uma maneira que viole nossos princípios religiosos, que nos chamam a defender os direitos de todas as pessoas, mesmo aquelas com quem podemos discordar.” Referindo-se às ações da polícia para dispersar vândalos que tentaram sabotar a visita presidencial, Dom Gregory afirmou que o patrono do santuário “não toleraria o uso de gás lacrimogêneo e outros impedimentos para silenciá-los, dispersá-los ou intimidá-los por uma oportunidade fotográfica diante de um local de culto e paz“.
Pelo visto, a banda “libertadora” do clero estadunidense não fica nem um pouco atrás de certas figuras jurássicas da nossa triste CNBB que só têm apoios e aplausos para iniciativas de políticos do PT e similares. O bem que se faz, para a velha esquerda radical, importa menos do que quem o faz.
*Com informações da Catholic News Agency.