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omsilacirelC – Clericalismo

Quem é terapeuta sabe da importância da técnica do espelho, que consiste em não só prestar atenção ao que o emissor está criticando ou condenando, mas, além disso, verificar se o próprio emissor não se enquadra na crítica ou condenação. Trata-se de um fenômeno chamado projeção, que é tão velho quanto frequente. Muito antes de Freud observá-lo (boa observação, mas péssima teoria para explicar o fenômeno), Nosso Senhor já dizia, por exemplo:

Ou dizeis que a árvore é boa e seu fruto bom, ou dizeis que é má e seu fruto, mau; porque é pelo fruto que se conhece a árvore. Raça de víboras, maus como sois, como podeis dizer coisas boas? Porque a boca fala do que lhe transborda do coração. O homem de bem tira boas coisas de seu bom tesouro. O mau, porém, tira coisas más de seu mau tesouro. Eu vos digo: no dia do juízo os homens prestarão contas de toda palavra vã que tiverem proferido. É por tuas palavras que serás justificado ou condenado (Mt 12, 33-37).

​As palavras proferidas não surgem do nada, porque, como não cansamos de ver em nossas aulas de Filosofia Tomista, do nada nada vem. Donde surgem então? Do coração, isto é, do interior do homem. Antes de proferi-las externamente, o homem já tem as suas palavras no coração. Eis aqui o princípio do fenômeno psicológica da projeção.

Aliás, sobre a técnica do espelho relacionado à projeção, Nosso Senhor também já ensinava como lidar com ela:

Não julgueis, e não sereis julgados. Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos. Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão. Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem (Mt 7, 1-6).

Sem aqui adentrar no quanto a sentença “não julgueis para não serdes julgados” é, em nossos dias, tão distorcida, notemos a parte em destaque, referente à projeção: Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu?, ou seja a condenação se refere explicitamente ao julgamento hipócrita. E no que consiste este julgamento torto? Em, tendo uma trave no olho, acusar e condenar o irmão por causa do cisco. Em termos mais concretos e não tão metafóricos: antes de acusar uma pequena falta/pecado do irmão, ver antes se você mesmo (técnica do espelho) não têm/pratica essa mesma falta em grau muito maior.

É que acusar o próximo por pecados que você mesmo comete é uma tática eficiente de despistamento. É como o ladrão que toma a carteira e, ele próprio, grita, “pega ladrão!” para que seja o último dos suspeitos.

Mas Nosso Senhor Jesus Cristo, Mestre dos mestres, não somente fala do problema (o julgamento hipócrita ou temerário), não somente diz qual será a punição reservada para esse tipo de falta (“com a mesma medida com que tiverdes medido, também serás medido”, isto é, com a mesma dureza com que críticas o irmão. Não esquecendo que quem tem a trave no olho não tem a reta razão para o julgamento e iguala o cisco com a trave), mas ainda dá o critério para sabermos se estamos diante de alguém que está fazendo um julgamento justo ou um julgamento hipócrita: “Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem.

O acusador, despistador, projetista, fiscal-do-cisco-alheio pode ser um grande “crítico”, um grande “contestador”, mas para sabermos se estamos diante de alguém que tem realmente zelo pelo bem, devemos ver como reage diante das pérolas, isto é, como reage diante das coisas santas. Se a acusação, condenação ou crítica vier acompanhada por desprezo pelas coisas de Deus, é um hipócrita, um porco que calcará as pérolas e se voltará contra nós  – os defensores da fé católica – para nos despedaçar.

Em resumo, é o que já nos comunicava o profeta Jeremias:

Eis o que diz o Senhor: “Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor! “Assemelha-se ao cardo da charneca e nem percebe a chegada do bom tempo, habitando o solo calcinado do deserto, terra salobra em que ninguém reside. Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Assemelha-se à árvore plantada perto da água, que estende as raízes para o arroio; se vier o calor, ela não temerá, e sua folhagem continuará verdejante; não a inquieta a seca de um ano, pois ela continua a produzir frutos. Nada mais ardiloso e irremediavelmente mau que o coração. Quem o poderá compreender? Eu, porém, que sou o Senhor, sondo os corações e escruto os rins, a fim de recompensar a cada um segundo o seu comportamento e os frutos de suas ações. Qual perdiz a chocar ovos que não pôs, tal é aquele que pela fraude se enriqueceu; em meio à vida, precisa deixá-los; demonstra, pelo seu fim, ser insensato”

Que não sejamos, pois, insensatos de querer enriquecer pela fraude, em nosso contexto, pela acusação que projeta a própria trave no irmão. Tal artimanha, com uma dose de técnicas retóricas e teatrais, podem enganar as pessoas, porém não ao Senhor que “sonda os corações e escruta os rins”, isto é, que sonda as intenções e os sentimentos ocultos do homem.

Pois bem, neste artigo vamos aplicar a técnica do espelho em um termo que está sendo cada vez mais utilizado: clericalismo. Em seguida veremos o que está em jogo e, por fim, quais os frutos que se deseja obter através do abuso desta palavra.

Primeiro ponto a ser observado: quem apela para a expressão/acusação de clericalismo faz sem defini-la direito. Afinal, o que é o clericalismo. A pessoa lê o texto ou ouve o sermão, e fica sem entender direito, saberá apenas que é algo ruim. Não custaria nada definir o que seria o dito clericalismo. Se não fazem, façamos então: é o abuso de autoridade do clero sobre o leigo.

Contudo, o pessoal da Teologia da Libertação, os maiores promotores do termo em questão, amplia indevidamente este conceito. Que o clero pode abusar de sua autoridade sobre o leigo, isso realmente pode ocorrer. Todavia, disso não se conclui, nem se deve concluir, que o clero não tenha nenhuma autoridade sobre o leigo.

O abuso de autoridade do clero dá-se quando o pastor se mete em questões que não são de sua atribuição na vida do leigo, quando começa a querer ser obedecido para além das questões referentes ao seu dever de estado. Um padre não pode usar de sua autoridade, por exemplo, para dizer qual carro o leigo deve comprar, em qual bairro deve comprar sua casa, ou qual cor de roupa deve usar no dia a dia (isso está no máximo na atribuição do conselho, não do mando ou da correção). Contudo, como pastor de alma, cujo objetivo é zelar pela salvação das almas, o padre é uma autoridade legítima (porque divina) nas questões morais do âmbito das leis naturais e divinas. Ele não pode dizer em qual bairro deve comprar sua casa ou qual carro comprar, mas pode proibi-los de comprar, por exemplo, se tais bens forem obtidos ilicitamente por meio de fraude ou roubo. Pode não dizer qual cor de roupa usar, mas pode fazer observar a importância de as roupas cotidianas não ofenderem a modéstia.

Mas o que os acusadores do clericalismo alheio fazem? Tentam usar do abuso (quando o clérigo poda a liberdade legítima do leigo) para tolher o uso (o clérigo tem autoridade sobre as coisas que dizem respeito à salvação da alma do fiel). Em síntese, quando um sequaz da Teologia da Libertação condena o clericalismo, não está só condenando um abuso de autoridade, de fato condenável, senão que tem a intenção marxista de condenar a hierarquia existente entre o clero e os leigos, o que vai contra a Doutrina.

É por isso que em um documento para o sínodo sobre a sinodalidade podemos observar, ainda que camuflada, condenação à hierarquia:

g)  Clericalismo, um grande obstáculo para uma Igreja sinodal.

34. O clericalismo não é um fenômeno novo na nossa Igreja na América Latina e Caribe; é antes uma das suas mais fortes deformações, como afirma o Papa Francisco, que o considera “uma tentação permanente dos sacerdotes”, que interpretam “o ministério recebido mais como um poder a ser exercido do que como um serviço gratuito e generoso a oferecer” (CV 98). Para o Papa, o clericalismo é a raiz de muitos males na Igreja e um grande obstáculo no caminho para uma Igreja sinodal, porque leva a esquecer a verdade de que todos nós partilhamos a graça do batismo e o dom do Espírito e por isso somos todos membros do Povo de Deus. Vale a pena recordar que “entramos todos na Igreja como leigos”, desde o primeiro sacramento que recebemos e que “sela a nossa identidade para sempre é o batismo” (CV 98).

Fonte: Conselho Episcopal Latino-americano. Documento para o Caminho: em direção à Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe (2021).

Sem entrar no mérito da citação que fizeram do Papa Francisco, pois infelizmente a ambiguidade é uma constante nas suas formas de expressão, prestemos atenção a que conclusão o Conselho Episcopal Latino-americano tirou das palavras do Papa: “por isso somos todos membros do Povo de Deus”. Mas eis o problema: que o batismo sela para sempre nossa identidade de cristão não vai contra o sacramento da ordem. Aquele é um pré-requisito para este: O Povo de Deus – expressão assaz confusa, mas tomemos no significado católico – é composto por sacerdotes (a autoridade eclesial) e pelos batizados não-ordenados, onde os primeiros lideram as almas dos segundos. E isso é assim por disposição divina.

Mas eles usam de um truque, que é este: em nome de uma Igreja Sinodal (a Igreja que caminha junto com o povo), rejeita-se o fato da Igreja Católica ser hierárquica! E quem defender a hierarquização da Igreja será rotulado de “clericalista”. Ao falarem contra o clericalismo, não é necessariamente um abuso do poder do sacerdote o que está em jogo, mas a autoridade do sacerdote em si.

Agora a técnica do espelho. O Conselho Episcopal Latino-americano, o emissor da condenação neste caso particular, é clericalista?

Para variar, como se trata de um documento com clara inspiração na teologia da libertação, a preocupação dele está mais nas questões de política social do que na salvação das almas. Ora, a preocupação da teologia libertária mais nas coisas temporais em negligência com as coisas eternas é um abuso e um desvio de sua missão. É verdade que o clero tem o direito, aliás, o dever de denunciar más políticas públicas, mas isso sempre em vistas à salvação das almas. Quando negligenciam a salvação das almas para focar nas políticas públicas estão trocando o secundário pelo principal e, assim sendo, ao fazer uma condenação de cunho meramente social humanista, onde Deus é uma figura meramente retórica, cai em clericalismo.

Não cabe ao clero discutir políticas públicas, mas julgá-las segundo sua moralidade e finalidade. O foco do clero nas coisas seculares, esquecendo-se de sua missão divina, é um abuso de sua autoridade, é, portanto, clericalismo.

Todo o moralismo político da CNBB, pois, é clericalismo, ainda que a CNBB muito goste de condenar o clericalismo. É a trave no olho. Trágico.

E como explicar esta trave? É que a mente igualitária interpreta autoridade como sinônimo de opressão. O fato de um sacerdote dirigir almas para o céu, na visão deles, é fruto de um sistema opressor onde o clero oprime o leigo para manutenção de seu próprio poder. Eles louvam o batismo, pois é o sacramento que qualquer um, até mesmo os protestantes, pode ministrar. Mas condenam, ainda que implicitamente, o sacramento da ordem, pois enxergam na administração dos outros sacramentos um sistema de manutenção de poder e, portanto, de um sistema de opressão. Em suma, é a clássica visão marxista da luta de classes aplicada ao clero-leigo.

— Mas Augusto, se eles querem uma igualdade entre leigo e clero, um “caminhar juntos” onde vale mais o respeito “ao povo de Deus” do que à Hierarquia Católica, que tem o dever de guardar, ensinar e pregar a doutrina católica, então podemos, em nome da Igreja Sinodal, como pertencentes ao Povo de Deus, solicitar a liberdade da Missa Tridentina? Isso pode ser um tiro no pé, pois eles não vão mais poder restringi-la, pois, do contrário, estariam sendo clericalistas e opostos à Igreja Sinodal…

— Excelente observação! Mas preciso esclarecer que o que eles entendem por “Igreja Sinodal” anticlericalista prevê uma Igreja que tem presente o clero, mas este “caminhando junto com o povo”. O detalhe é que, para eles, a hierarquia justifica-se pelo povo e não pela disposição divina. Na visão católica, os bispos têm o encargo de guardar a Doutrina e ensinar o povo. Na dita sinodalidade, o bispo é uma espécie de representante do povo, cujo munus é dialogar e compreender as demandas “do povo de Deus”.

— Se é então o “povo que manda”, não estão eles diminuindo seu poder? Se o povo quiser a Missa Tridentina eles não vão ter que obedecer?

— Para variar, naquilo que é revolucionário, sempre há um pulo do gato, ou melhor, do diabo. A questão é a seguinte: o bispo sinodal, em última instância, é tido como o intérprete de seu povo. Portanto, se o “povo” pedir Missa Tridentina, o bispo interpretará que essa voz não vem de Deus por meio do povo, mas do inimigo, por exemplo, do fascismo ou qualquer rótulo pejorativo da moda. Não necessariamente do diabo, porque a maioria não acredita nem nele nem no inferno, preferindo acreditar na liderança socialista partidária do momento, tipo o PT. Assim, a voz do povo será o que o PT quer que seja. Na prática, o que o bispo quer que seja.

— Um momento! Quer dizer então que eles falam de “povo”, “povo”, “povo”, mas no fim isso é só uma maneira de eles, em nome de demagogia barata, fazer o que lhes der na telha? Para que, em nome de um suposto “povo”, decidam o que quiser, independente da Doutrina, só porque se consideram os interpretes autorizados deste “povo” que, no fim, é uma mera abstração?! Mas isso não é um clericalismo dos mais hipócritas?

— Exatactamente! É mais ou menos como já alertava Jesus: “Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar o clericalismo do teu apostolado, quando tu queres passar por cima da Doutrina em nome de suposto “Povo de Deus”? Hipócrita! Tira primeiro esse intento clericalista de ti e assim poderás corrigir os pequenos abusos de autoridade de teu irmão. Não lanceis aos clericalistas os dogmas católicos, não atireis aos supostos intérpretes do povo o depósito da fé, para que não os calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos perseguiam mediante o abuso do poder eclesiástico”.

— Ou seja, se atirarmos contra eles a Liberdade da Missa Tridentina, vão nos perseguir abusando do poder eclesiástico, que não é outra coisa senão clericalismo!

— Isso mesmo! Este é o truque. O povo não é o povo, mas uma espécie de figura de linguagem a ser usada para tentar legitimar ideologias e pautas que vão contra a fé católica. Os condenadores do “clericalismo” possuem uma ideologia de fundo que os tornam os clericalistas mais hipócritas.

Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dóminus Deus Sábaoth. Pleni sunt cæli et terra glória tua. Hosanna in excélsis.
Benedíctus qui venit in nómine Dómini. Hosánna in excélsis.

Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus dos Exércitos [1]. A Terra e o Céu estão cheios da Vossa glória. Hosana no mais alto dos Céus. Bendito O que vem em nome do Senhor [2]. Hosana nas alturas!

[1] Ou seja, a criação é hierárquica. “Senhor Deus do Universo”, embora não incorreto, não traduz com precisão o significado hierárquico da criação. Sim, a má tradução brasileira do Novus Ordo faz parte da estratégia modernista de perversão da fé.

[2] Bendito é o que vem em nome do Senhor, não o que vem em nome do povo.

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Augusto Pola Júnior

Vice-presidente do Instituto Santo Atanásio, seu maior interesse de estudo é psicologia (em especial a tomista) e espiritualidade. Possui especialização em Logoterapia e Análise Existencial e em Aconselhamento e Orientação Espiritual.
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