Há causas pelas quais vale arriscar até a vida corporal, enquanto que, por outras, não é sábio arriscar nem algumas moedas.
1. ANTÍDOTO PARA O MEDO
A primeira coisa que precisamos dizer sobre a coragem é que ela evoca uma disposição do ser humano para fazer algo de arriscado ou de desconfortável que, sem a coragem, ele não faria. A coragem é uma conditio sine qua non para toda ação arriscada.
Trata-se, portanto, daquela energia, daquele impulso interior daquela dynamis (força) que permite ao homem superar e vencer aquela que desponta como uma das suas paixões mais dominantes e paralisantes: o medo.
Quanto maior é o influxo do medo sobre o nosso psiquismo em uma dada situação percebida como perigosa (ainda que, de fato, não o seja), maior terá que ser a coragem, o elã para recrutar as forças internas necessárias ao enfrentamento desse medo e fazer o que deve ser feito.
Esse impetus, porém, não está sempre à mão, não está sempre disponível quando precisamos dele. Muitas vezes ele precisa ser instigado por algo que o coloque em movimento, provocado por uma precisão urgente, invocado das profundezas do espírito humano. Os bravos não nascem, se fazem.
Muitos são os desafios da vida que demandam coragem, que nos atemorizam e podem nos fazer fugir, desanimar, desistir ou mesmo paralisar. Nosso cérebro está condicionado pelo instinto de sobrevivência a nos fazer querer evitar situações potencialmente perigosas e permanecer na nossa zona de conforto e segurança.
A antevisão imaginária de situações de crise pode facilmente fazer com que uma pessoa seja hesitante e medrosa, sobretudo quando ela se fixa mentalmente em visões pessimistas e alimenta pensamentos ruins e previsões trágicas – conquanto improváveis – de vergonha e de desmoralização social, de angústia e sofrimento psíquico, de perdas afetivas ou prejuízos materiais, de dano físico ou até de morte.
Entretanto, se uma pessoa se deixa dominar pelo temor e permite que suas atitudes e escolhas excessivamente cautelosas se tornem habituais, até as coisas mais comuns podem se tornar, com o tempo, extremamente difíceis para ela. O convívio e os relacionamentos com outras pessoas, então, podem ficar muito limitados, e a vida em geral, estagnada.
Um estudo divulgado pela International Stress Management Association no ano passado sinalizou que 23% das pessoas (quase ¼ da amostra) têm medo de desempenhar até atividades que são corriqueiras para a maioria de nós, como usar escadas rolantes, morar em prédios altos, viajar de avião ou transitar em ruas movimentadas.
A pandemia, é claro, agravou ainda mais essas fobias nas pessoas que já tendiam a ter alguma delas. Contudo, deixar-se amedrontar pelo quadro do “novo normal” a ponto de se policiar para ficar em máxima reclusão e com o mínimo de interação social possível também é uma escolha!
Não somos obrigados a nos deixar dominar pelo pânico instilado por uma mídia cada vez mais alarmista, calamitosa e que, desde sempre, vive de suscitar paixões e emoções fortes – inclusive o medo – em suas audiências.
Que ninguém se engane: viver com medo não é uma condição inescapável, mesmo nestes tempos, mas uma escolha pessoal alimentada por nossas crenças habituais e nossas rotinas.
2. UMA VIRTUDE PARA A VIDA ORDINÁRIA
Desde os tempos antigos, as artes nos dão exemplos de bravuras admiráveis destinadas a nos encorajar ou, pelo menos, entreter. Crescemos acompanhando, ao menos nos filmes, as aventuras homéricas de muitos Odisseus.
Na escola, lemos ao menos alguns trechos d’Os Lusíadas de Camões sobre a intrepidez dos grandes navegadores lusitanos. Nas aulas de História, tomamos ciência das façanhas dos desbravadores e, ao longo de uma vida, ouvimos sobre as jornadas de muitos heróis.
Quando falamos de coragem, o que talvez venha de imediato à nossa mente sejam aquelas cenas fílmicas de soldados avançando no campo de batalha, sob os fogos de muitos tiros e bombas, para combater tropas inimigas ou socorrer companheiros tombados, como o valente protagonista de Até o Último Homem (2016). Ou, talvez, essa palavra nos faça pensar em domadores se arriscando nas jaulas de leões e ursos, peões no lombo de touros ou em faquires lidando com serpentes.
Porém, será que a bravura é só para essas ocasiões extraordinárias e de extremo risco de morte física? Não precisamos ter coragem também para vencer as nossas pequenas lutas do dia-a-dia e “matar os leões” que vez ou outra aparecem no nosso caminho, por mais ordinário que ele seja?
Sim. Cumprir bem as tarefas da vida cotidiana e levar a cabo os deveres que cada um tem para com Deus, para com o próximo e para consigo mesmo também exige valentia! E mais: podemos afirmar que não é deveras e totalmente corajoso o homem que é intrépido diante dos perigos mortais, mas negligente com os seus deveres mais banais.
É nas pequenas missões diárias, cumpridas com valorosa diligência, que a coragem se prova e se manifesta!
De outro modo, se o impetus de um homem não puder lhe valer nas batalhas que o convocam a cada dia, ele será no máximo uma fagulha passageira, uma faísca que se ascende num momento crítico, mas logo se apaga. E pouco vale uma coragem tão vacilante.
Não devemos aspirar às virtudes-fagulha, mas sim às virtudes-fornalha, sempre alimentadas não pela palha das emoções de um instante, mas pelo lenho da constância nos bons propósitos, sempre ardentes, sempre luminosas, sempre produtivas!
“Lembro-me do que contavam há bastantes anos algumas pessoas que, infelizmente, foram mobilizadas para participar de uma guerra. Durante os combates, havia jovens soldados que mostravam exemplos espetaculares de bravura, de renúncia, de coragem. Mas, ao chegar o tempo de paz, eram incapazes de vencer a pequena batalha de acordar na hora certa para chegar pontualmente às aulas na faculdade.
Também no Evangelho temos exemplos claros disso. São Pedro, na Última Ceia, diz a Jesus, com veemência, de coração: Darei a minha vida por ti! (Jo, 13,37), Ainda que seja preciso morrer contigo, não te renegarei! (Mc 14,31). Horas depois, não consegue nem acompanhar Jesus na oração no Horto, e o Senhor tem que lhe dizer: Simão, dormes? Não pudeste vigiar uma hora? (Mc 14,37). E, após a prisão de Cristo, foge e nega-o três vezes. Tinha virtude emocional, ardor de bons sentimentos, mas faltava-lhe a firmeza da verdadeira virtude.
São muito apreciáveis essas virtudes emotivas, mas só elas – por mais sentidas que sejam – não fazem nem santos nem bons cristãos. O bom perfume das virtudes cristãs, como lembra São Josemaría, ‘faz-se sentir entre os homens, não pelas labaredas de um fogo de palha, mas pela eficácia de um rescaldo de virtudes: a justiça, a lealdade, a fidelidade, a compreensão, a generosidade, a alegria.’ (É Cristo que passa, n. 36).” (FAUS, Francisco. A Conquista das Virtudes, Primeira Parte, 2)
Há também uma grande versatilidade nas maneiras como a coragem se expressa. Muitas vezes ela pode nascer da necessidade de lutar pela pátria e pela liberdade, como no épico filme Coração Valente (1995), vencedor de cinco Oscars.
Pode, ainda, emergir do desejo de provar o próprio valor e ser respeitado pelos demais, como no impressionante Homens de Honra (2000). Ou pode também brotar da convicção da fé e da caridade missionária, como transparece na biografia de um São Francisco Xavier, de um São José de Anchieta, e no espírito dos primeiros jesuítas de um modo geral, tão bem ilustrado no fascinante A Missão (1986), filme que chegou a ser indicado para oito Oscars e foi vencedor da Palma de Ouro de Cannes.
No entanto, como indicávamos há pouco, os grandes desafios que essas narrativas artísticas e hagiográficas apresentam nem sempre nos deixam entrever a coragem que permeia uma vida simples, conquanto bem vivida e orientada à perfeição.
Nem só de poderosos exércitos opressores, de provas de resistência impossíveis e de assustadoras cataratas, feras e tribos selvagens se alimenta a virtude humana da coragem! E muito menos a fortaleza cristã, da qual falaremos mais adiante.
3. FORJADA POR HÁBITOS DE BRAVURA
O filósofo grego Aristóteles (384 – 322 a.C.) já observava que tanto os vícios quanto as virtudes são feitos de hábitos cultivados insistentemente ao longo do tempo.
Ninguém se torna realmente pontual, por exemplo, sendo um bom cumpridor de horários apenas de vez em quando, assim como ninguém vira alcoólatra por beber com os amigos esporadicamente. São as nossas rotinas, os nossos hábitos que forjam boa parte dos nossos traços de personalidade, tanto os bons, quanto os maus.
Vícios e virtudes demandam perseverança para serem consolidados. O bravo príncipe Heitor de Tróia, depois de ouvir muitas instâncias de sua esposa Andrômaca para que não fosse à guerra, lhe dá a seguinte resposta:
“Todas essas coisas, mulher, me preocupam; mas muito eu me envergonharia ante os troianos e as troianas de longas vestes, se tal como um covarde me mantivesse longe da batalha. Nem meu coração a tal consentiria, pois aprendi a ter sempre coragem e a combater entre os troianos no front, esforçando-me pela glória do nome de meu pai e pelo meu.” (HOMERO, canto VI da Ilíada).
O problema, entretanto, é que a nossa natureza débil tende naturalmente ao vício, isto é, à inércia, à preguiça, às coisas mais cômodas, fáceis e prazerosas.
A fraqueza moral, o laxismo e a covardia são como que o habitat natural da humanidade decaída, exceto, é claro, quando o instinto obriga o homem a migrar, a caçar e a lutar pela sobrevivência. Diversamente do que especulavam os filósofos contratualistas, o “homem em estado de natureza” seria um puro Macunaíma.
Os hábitos virtuosos, por outro lado, exigem força de vontade, determinação, autossacrifício e uma boa dose de energia para serem desenvolvidos. Eles jamais florescem numa alma acostumada à indolência. E nós bem sabemos que as coisas mais valiosas são aquelas que nos custam mais esforço e trabalho perseverante.
“Os hábitos virtuosos são fruto de muitos atos concretos. Pense na virtude da coragem. Arriscar a vida para salvar uma vítima de incêndio é um ato heroico. Mas só essa ação isolada– por admirável que seja – não gera a virtude. Apenas há um jeito de alcançá-la: fazer esforços ‘cotidianos’ em pontos concretos que exijam coragem: por exemplo, empenhar-se em dizer sempre a verdade, ainda que fiquemos mal; aceitar as dores e sofrimentos sem uma queixa; sermos fiéis à ética profissional com risco de ganhar menos; ter a valentia de defender a fé católica e a Igreja em ambientes onde se zomba delas…” (FAUS, Francisco. A Conquista das Virtudes, Segunda Parte, 14)
Assim, a coragem, da mesma forma que as outras virtudes, precisa ser exercitada, sempre de novo, para forjar o caráter do homem intrépido. Ela precisa ser recrutada pela vontade com insistência, até que se converta em um hábito estável, em uma virtude adquirida, incorporada à personalidade. O homem não se torna corajoso senão através de reiteradas e voluntárias atitudes de coragem.
4. TEMPERADA PELO SENSO DE PRUDÊNCIA
A coragem não deve ser confundida com precipitação e impetuosidade, mas implica em ter a energia necessária para agir, sem hesitar, a partir de uma deliberação prudencial. Ser prudente, porém, não é ser temeroso, mas envolve uma capacidade de agir de modo racional, fazendo estimativas realistas e ponderadas, para eleger os meios mais adequados para se alcançar o fim almejado.
O espírito que é corajoso sem deixar de ter prudência é aquele que é moderado, que tem um bom autodomínio (enkrateia – poder sobre si) e sabe conter as suas paixões, inclusive nas horas de aperto.
Aristóteles dizia que está na estrutura natural das coisas a fato de elas serem destruídas pela falta ou pelo excesso. Lembrava, por exemplo, que a falta de exercícios físicos destrói a saúde, mas o seu excesso faz igualmente mal. Também com a comida e a bebida, a ausência total de alimentos e líquidos é nociva tanto quanto o exagero no comer e no beber.
Porém, nas devidas proporções, todas essas coisas são benéficas e trazem saúde ao organismo. A mesma coisa se dá, de acordo com o filósofo, no campo das práticas morais:
“O mesmo acontece com a temperança, a coragem e as outras virtudes, pois o homem que a tudo teme e de tudo foge, não fazendo frente a nada, torna-se um covarde, e o homem que não teme absolutamente nada, mas vai ao encontro de todos os perigos, torna-se temerário; e, analogamente, o que se entrega a todos os prazeres e não se abstém de nenhum torna-se intemperante, enquanto o que evita todos os prazeres, como fazem os rústicos, se torna de certo modo insensível.
A temperança e a coragem são destruídas pelo excesso e pela falta e preservadas pela mediania… O mesmo ocorre com as virtudes: tornamo-nos temperantes abstendo-nos de prazeres, e é depois de nos tornarmos tais que somos mais capazes dessa abstenção. E igualmente no que toca à coragem, pois é habituando-nos a desprezar e arrostar coisas terríveis que nos tornamos bravos, e depois de nos tornarmos tais, somos mais capazes de lhes fazer frente.” (Ética a Nicômaco, livro II)
A “mediania” à qual se refere o filósofo não é uma mediocridade, um contentar-se em ser apenas semi corajoso. Trata-se, isto sim, de ser corajoso nas situações em que é cabível agir com destemor, levando em conta tudo o que está em jogo e se um ato de bravura vale à pena naquela ocasião.
Há causas pelas quais vale arriscar até a vida corporal, enquanto que, por outras, não é sábio arriscar nem algumas moedas. Por que se arriscar a perdê-las num caça-níquel, por exemplo, quando seriam melhor empregadas num lanche para um irmão de rua?
No filme Dunkirk (2017), nos deparamos com uma história da Segunda Guerra Mundial que apresenta homens velhos e jovens que se arriscam em pequenas embarcações civis para resgatar soldados encurralados numa praia da França por forças do exército alemão que os atacam sobretudo pelo ar.
Na trama, também há um piloto de avião de combate que faz a opção de lutar nos céus sobre a praia até ficar sem combustível, a fim de proteger os soldados em terra pelo maior tempo possível, sendo forçado, no fim, a pousar por ali mesmo e acaba capturado por soldados inimigos. São personagens que arriscam muito, mas não se arriscam por nada: estão lutando contra a tirania e procurando salvar aqueles que, momentos antes, estavam lutando por eles.
Não poucas vezes, a coragem se revela também por uma atitude negativa, de resistência ou recusa em fazer o mal que um tirano ou mesmo uma comunidade equivocada exige que se faça.
É o que vemos em filmes hagiográficos como O homem que não vendeu sua alma (1966), que conta a história de São Thomas Moore, um chanceler preso e, mais tarde, executado a mando do rei inglês Henrique VIII por não querer renunciar à sua fé católica para aderir ao anglicanismo.
E também no longa A Hidden Life (2019), do diretor Terrence Malick, que resgata a história real do objetor de consciência Franz Jägerstätter, camponês que foi perseguido por sua comunidade, torturado na prisão e, por fim, morto por se negar a servir no exército nazista de Hitler.
5. A FORTALEZA CRISTÃ
Em uma obra epistolar escrita a seu filho, o eloquente filósofo romano Marco Túlio Cícero (106 – 43 a.C.), dissertando sobre a especificidade do homem em relação aos outros animais e o caráter exclusivo do seu exercício da razão e da palavra, recordava que também as feras exibem um certo tipo de coragem – aquela coragem instintiva diante da caça, de um rival ou do perigo iminente –, mas “não justiça, equidade e bondade” (Dos Deveres, Livro I, 50).
Ou seja, mesmo este filósofo pagão reconhecia que a coragem humana deve ser qualitativamente superior à coragem das bestas, algo mais que a mera obediência aos instintos impetuosos.
E a virtude cristã da fortaleza, elencada entre as virtudes cardeais e os dons do Espírito Santo, desponta na espiritualidade católica como uma espécie de coragem sobrenatural, uma coragem aperfeiçoada pela graça e que habilita o homem a se ordenar aos bens superiores e lutar bravamente inclusive contra si mesmo, isto é, contra as suas inclinações mesquinhas.
A escassez de fortaleza, a falta dessa sobrenatural coragem cristã nos nossos dias está muito ligada à crise da masculinidade. Muitos homens já não se importam em ter um caráter varonil que resiste e combate de modo estável não só as ameaças externas, mas também as fraquezas da própria carne.
Exemplar neste sentido é o Apostolado Courage, uma iniciativa presente em vários países que procura encorajar pessoas com tendências de atração pelo mesmo sexo a combaterem decididamente por uma vida íntegra e plena de sentido sobrenatural, recordando-lhes que a castidade é possível, que a pureza é um bem valioso ao alcance de todos os que se dispõem a lutar.
“…a fortaleza é uma virtude moral que robustece a nossa vontade, para que seja capaz de enfrentar, sem medo, coisas boas que são difíceis; e de ir atrás do bem custoso, ‘árduo’, sem desistir, dispostos a sofrer – por esse bem difícil – sem queixar-nos nem desistir.” (FAUS, Francisco. A Conquista das Virtudes, III, 24)
A fortaleza nos capacita a combater por Deus, o que exige mortificações concretas da nossa parte, espírito de sacrifício e uma séria renúncia à moleza dos costumes. Ela também nos faz mais pacientes e fortes diante dos obstáculos inesperados e das perdas que eventualmente nos surpreendem, afastando de nós o espírito de murmuração, os queixumes, a falta de vigor interno, a inconstância de humor e a ânsia pueril por uma vida mais fácil. Pela virtude da fortaleza, aceitamos que a vida humana é “um estado de milícia sobre a terra” (Jó 7,1) e até nos alegramos com isso.
Antes de tudo isso, porém, ela produz em nós uma confiança inabalável em Deus. Gera aquela fé inquebrantável na bondade infinita do Pai, como a que tiveram os valentes Macabeus perante os pagãos que lhes queriam fazer apostatar, que teve o profeta Daniel na cova dos leões, que animou os jovens Misael, Ananias e Azarias em meio às chamas, que conduziu Jesus de volta a Jerusalém, sabendo de tudo o que lhe ia acontecer, para ali sofrer a Sua Paixão.
Na obra Brasileiros Heróis da Fé (Editora Santa Cruz, 2020) figuram outros vários luminares que deram testemunho dessa fortaleza em nossa pátria.
Confiar que o Bom Deus nos ama verdadeiramente e que tudo dispõe para o nosso maior bem também é um alento à nossa coragem! Por isso, lemos no Evangelho:
“Jesus, vendo a fé daquela gente, disse ao paralítico: ‘Meu filho, coragem! Teus pecados te são perdoados.’.” (Mateus 9, 2)
É aqui, quando nos impelimos às coisas do Alto, que a coragem nos torna sobre-humanos:
“No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (João 16,33)