Hoje escreverei sobre um texto de Pedro Ribeiro que versa sobre um trecho do capítulo 5 da Carta de São Paulo a Efésios. Trata-se daquele famoso trecho em que o Apóstolo exorta para que as mulheres sejam submissas a seus maridos, conhecido como “passagem da submissão”. Segundo Ribeiro, por causa da ênfase na submissão, este trecho sempre traz um constrangimento ao padre quando lido na segunda leitura da Missa. Contudo, ao contrário do que Ribeiro pensa, tal constrangimento é menos um problema de ênfase do que da mentalidade feminista que assola toda nossa sociedade.
O textão que veremos de Ribeiro é toda uma tentativa de querer vender um São Paulo mais igualitário, mais acomodado aos tempos modernos (o que atualmente é quase sinônimo de tempos feministas). Inclusive chegará a dizer que “toda vez (…) que alguém se aproximar de você (…) e lhe disser que Efésios 5 é uma passagem sobre a submissão feminina, fugi, pois não se trata de ovelha, mas de lobo”. É o que diz Pedro Ribeiro. Eu, de minha parte, digo: se alguém se aproximar de você para relativizar ou diminuir a importância da submissão que está em Éfesio 5, corra, porque certamente não é ovelha, mas no mínimo um lobo filo feminista.
Colocarei abaixo o textão de Ribeiro. Embora eu vá contestá-lo em seguida, vale a pena ser lido. É preciso reconhecer que é uma exposição bastante sedutora, e o segredo disso é que de fato contém muitas verdades. Porém, é justamente nisso que está o perigo, há trigo, mas também há joio. Enumerei seus parágrafos para facilitar minha intervenção posterior, onde mostrarei qual foi o pulo do gato que esse lobo feminista travestido de teólogo católico (com sua teologia do povo [!]) aplicou para relativizar São Paulo e, a partir disso, dar conselhos imperfeitos e critérios turvos de discernimento.
[1] O modo como encaramos a Bíblia é manifesto não apenas no que dizemos sobre as Sagradas Escrituras, mas também – e talvez sobretudo – nas ênfases que damos ao dizer o que dizemos.
[2] Tome-se como exemplo a segunda leitura da missa do último domingo, Efésios 5,21-32. Este trecho, que por isso mesmo gera sempre algum constrangimento no padre que tem de explicá-la ao povo, é normalmente conhecida, em ambientes eclesiais, como a “passagem da submissão da mulher”. E de fato lá se pode ler textualmente São Paulo Apóstolo ensinar: “As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador.” (Ef 5,22-23)
[3] Que grande loucura, no entanto, e que falta de senso sobrenatural acreditar que esta é uma passagem sobre a submissão feminina! Com efeito, dizer isso é tomar a parte pelo todo, o secundário pelo essencial, o mais chamativo pelo mais importante. Ao revés, toda a centralidade do ensino paulino sobre o casamento ali consignado está não no que é próprio da mulher – ou do homem – mas no que é dever recíproco de ambos. Não à toa, o mesmo Apóstolo diz mais adiante: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.” (Ef 5,25.28). Note: não é apenas amar, mas amar como Cristo – até o sacrifício da morte, e morte de cruz.
[4] Aliás, que o conteúdo do ensino bíblico esteja não na submissão de um, mas na reciprocidade, isto na submissão mútua e no serviço constante de si ao outro, quem o diz é o próprio autor sagrado, quando, no último versículo da perícope, se propõe ele mesmo, após longas especulações, sintetizar em definitivo a coisa: “Em resumo, o que importa é que cada um de vós ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher respeite o seu marido.” (Ef 5,33). Eis o que importa.
O grande mal, contudo, nem está aí.
[5] Na verdade, o problema mais agudo é que, ao tratar Efésios 5 como um texto sobretudo voltado às mulheres e à necessidade de sua submissão aos maridos, o mau cristão dá a entender que, do ponto de vista evangélico, a submissão é uma espécie de pena, de punição, de dano a carregar – quando a verdade é justamente o contrário. Em verdade, do ponto de vista da fé cristã, a submissão, o serviço, o apequenamento de si e sujeição ao próximo não é o fardo terrível exigido de alguns, mas uma virtude universal à qual todos os fieis são chamados, e da qual depende sua salvação. Não por acaso, toda a polêmica perícope de São Paulo começa como um afirmação geral e taxativa, que não distingue gênero, idade, etnia ou classe social: “Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo.” (Ef 5,21).
[6] Nosso Senhor Jesus Cristo é ainda mais claro que o Apóstolo quanto à necessidade universal da virtude da submissão e do serviço. Assim, quando seus discípulos discutiam entre si qual seria o maior de todos no Reino de Deus, o Mestre foi cristalino: “Os reis dos pagãos dominam como senhores, e os que exercem sobre eles autoridade chamam-se benfeitores. Que não seja assim entre vós; mas o que entre vós é o maior, torne-se como o último; e o que governa seja como o servo. Pois qual é o maior: o que está sentado à mesa ou o que serve? Não é aquele que está sentado à mesa? Todavia, eu estou no meio de vós, como aquele que serve.” (Lc 22,25-27). E noutro passo acrescentou: “O maior dentre vós será vosso servo. Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado.” (Mt 23,11-12).
[7] Mais, para um cristão, o submissão, o serviço, a servidão amorosa não apenas é obrigatória a todos e para com todos, como é ainda ela própria caminho de felicidade. Quer dizer, não se trata apenas de mandamento, mas de bênção. Não é apenas tarefa a ser cumprida, mas alegria a ser comemorada. O bom cristão não apenas serve a todos, mas se felicita sempre mais ao fazê-lo. Com efeito, “Todo o que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á; mas todo o que a perder, encontrá-la-á.” (Lc 17,33). E o próprio Cristo Deus asseverou, depois de realizar ele mesmo o serviço sob a forma do lava-pés: “Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós. Se compreenderdes estas coisas, sereis felizes, sob condição de as praticardes.” (Jo 13,15.17)
[8] Toda vez, portanto, que alguém se aproximar de você, sobretudo se você for mulher, e lhe disser que Efésios 5 é uma passagem sobre a submissão feminina, fugi, pois não se trata de ovelha, mas de lobo. Efésios 5 não é uma passagem sobre a submissão feminina, mas uma passagem sobre a virtude cristã universal da submissão e de como ela é especialmente importante e necessário no vínculo do casamento, pelo qual cabe à mulher submeter-se ao marido e o marido submeter-se à mulher.
[9] Naturalmente, está servidão mútua e amorosa não implica que os dois sexos sejam por si mesmo iguais e não tenham cada qual sua especificidades. Sabemos todos, e a Santa Madre Igreja Romana sempre nos recorda, de que há diferenças naturais importantes e indisponíveis entre o homem e a mulher – diferenças de ordem biológica, de ordem psíquica, de ordem noética e mesmo de ordem espiritual. Tais diferenças, por si, conduzem a que, normalmente, em certas áreas, os homens tendam a algum tipo de liderança da família, e, noutras áreas, a que a mulher exerça sua primazia. Contudo, é sempre preciso lembrar também que, ainda que tais diferenças naturais existam, elas não são regras férreas e estritas, mas tendências predominantes, apenas, que sempre comportam exceções mais ou menos numerosas. Aliás, mesmo essas tendências predominantes de distinção entre os sexos não deixam elas próprias de se encarnar de modos muito variados nos mais diferentes povos e culturas.
[10] As respectivas lideranças de marido e mulher em cada setor da vida familiar, portanto, são muito mais coisa para se debater e negociar em casa, a sós, do que matéria de púlpito. E aqueles que constrangem os outros como modelos estereotipados de família margarina, ainda mais em um tempo fluido e móvel como o nosso, não fazem serviço à causa de Deus, mas à do AntiCristo. Tornam-se mesmo pedra de escândalo na conversão dos irmãos.
[11] Complemento:
Haveria a primazia de algum sexo na liderança espiritual da familia dentro do matrimonio?
Historicamente parece que, ao menos no aspecto ritual-sacerdotal, digamos assim, o homem costumou mais ter precedência. Há quem diga, por exemplo, que nas primeiras comunidades cristãs, por muito tempo, a bênção matrimonial sobre os noivos não era dada pelo sacerdote ou qualquer outro ministro da Igreja, mas pelo pai da noiva.
Por outro lado, há um sem número de famílias santas e perfeitamente cristãs em que a mulher claramente lidera a vida espiritual doméstica. Esse é o caso de muitas famílias de nossa convivência (nossas paróquias de bairro são muito mais femininas do que masculinas), mas também era o caso de Santa Mônica. Ou do maior exemplo de todos: na Sagrada Família, a primazia da vida devocional certamente pertencia à Virgem Santíssima e não a São José. E assim era minha vozinha Dona Jurema.
A religiosidade popular, que eu, como bom simpatizante da teologia do povo, levo em altíssima consideração, sempre deu primazia de liderança espiritual à mulher ao menos no que diz respeito à vida de oração. Usualmente, é a oração da mãe que se considera o esteio da família, não a do pai.
Acho que eu tenderia a ver aqui também uma liderança compartilhada. Talvez seja mais usual (o que não implica que não haja exceções) que o homem tenda a liderar espiritualmente a dimensão mais ritual-moral da fé e a mulher a dimensão mais existencial-devocional. Não sei.
Na Casti Connubi, Pio XI dizia que se o marido é a cabeça da família, a mulher é o coração. Talvez ele pensasse em algo nos termos que falei.
Minha contestação, inspirado pelo estilo do Padre Castellani, é a seguinte: Se São Paulo diz que é para as mulheres serem submissas a seus maridos, então isso quer dizer que as mulheres devem ser submissas a seus maridos. A passagem é tão clara, que não pode ser de ser negligenciada ou relativizada.
E a obrigação do marido? Ora, quando São Paulo se dirige aos maridos, não deixa de confirmar a submissão da mulher: a obrigação do marido amar sua esposa como Cristo amou a Igreja é a consequência lógica e cristã do fato do homem ser o líder!
Agora convém que eu explique o uivo do lobo. O que fez Pedro Ribeiro para que seu texto destoasse da letra e do espírito de Éfesio 5?
Repare que nos parágrafos [4], [5], [6] e [7], nesta sequência, não há nenhuma mentira. É tudo verdade: A submissão não diz respeito a somente uma parte, a da mulher, mas envolve um caráter de reciprocidade [4]; a submissão, no contexto cristão, é uma virtude, e virtude universal, porque todos devem ser submissos a Cristo [5]; esta submissão foi por ensinada explicitamente por Cristo[6]; a submissão a Cristo é caminho de felicidade, relaciona-se estritamente com o serviço e com o bom exemplo [7].
Disse há pouco que a exortação para o marido amar a esposa como Cristo amou a Igreja é uma consequência lógica e cristã de sua liderança, confirmando a exortação anterior, que foi dirigida à mulher (ser submissa ao marido). E com base em que afirmo isso? Ora, justamente por aquilo que Pedro Ribeiro explanou em [4], [5], [6] e [7].
Enquanto Pedro Ribeiro usou dessas verdades para fazer um contorcionismo para relativizar o texto de São Paulo, eu os utilizei para reforçar o que o Apóstolo disse! Ribeiro usa dessas verdades para relativizar a liderança do marido. Eu, por minha vez, uso-as para reforçá-la.
É que Pedro Ribeiro tem uma mentalidade mais igualitária, então usa do fato de que todos devem ser submissos a Cristo para diluir a relação liderança-submissão de que fala São Paulo. O Apóstolo teria feito uma espécie de recomendação, um conselho geral. A essência é Cristo, o resto é algo meramente acidental. Ribeiro usa a Cristo para igualar as relações práticas entre marido e esposa: “são muito mais coisa para se debater e negociar em casa, a sós, do que matéria de púlpito” – disse.
A astúcia deste lobo é a seguinte: usa da correta e incontestável relação de submissão que todos – homens e mulheres – devem ter para com Deus, pois é Deus que é o topo da hierarquia, para diminuir a hierarquia existente entre marido e mulher, reduzindo-a a um acordo de conveniência e utilidade em relação a suas características mais individuais.
De minha parte, sem medo de desagradar feminista, digo que o Apóstolo disse o que disse porque se trata de uma realidade substancial. A submissão que todos devemos a Deus não nega, antes confirma, a submissão que devemos ter segundo nossos deveres de estados. É a submissão a Deus que confirma todas as outras submissões. Este é o detalhe que Ribeiro joga para baixo do tapete.
A mulher sim, deve ser submissa ao marido. E ao fazer isso, está sendo submissa também a Deus! O marido deve amar esposa como Cristo amou a Igreja, entregando-se por ela. E ao fazer isso, ele estará sendo submisso a Deus.
Toda autoridade (o que implica certa liderança) procede de Deus. Não há autoridade que não venha de Deus (Cf. Romanos 13, 1-2). Isso vale para a sociedade e vale para a sociedade doméstica. É o básico da espiritualidade: ao ser submisso a quem lhe é superior, está sendo submisso a Deus, pois toda autoridade provém de Deus!
Voltemos a Efésios 5. Há uma clara hierarquização em São Paulo. E negá-la em nome de uma submissão universal que devemos a Deus é uma astúcia que pode ser agradável aos que possuem uma mentalidade igualitarista, mas ironicamente não se está sendo submisso a Deus, que é quem providencia esta hierarquização.
E o que dizer então da maior aptidão da mulher para umas coisas e da dos homens para outras? Erra Pedro Ribeiro neste dado que é tão evidente no dia a dia?
Como já alertava Rudolf Allers, a mente moderna geralmente não erra nos fatos, mas na interpretação dos fatos, confundido o fato com a teoria prévia a este fato. Que haja diferenças gerais entre homens e mulheres (biológica, psicológica, sociológica e espiritual), é inegável. Que de modo específico uma mulher possa ter maior aptidão que o seu marido para alguma coisa – digamos, por exemplo, o caso de uma mulher que lida melhor com o dinheiro, com a economia doméstica da casa, e por isso seja ela a administradora dos bens materiais e econômicos da família – também é algo que não se pode objetar.
Então Pedro Ribeiro está certo? Não! Porque isso não nega a hierarquização de São Paulo, uma vez que, embora seja certo que Santa Mônica liderasse a vida devocional da família, esta liderança é por participação da liderança do marido. E a própria liderança do marido – se São Paulo disse que o homem é o chefe da mulher, quer dizer simplesmente que ele é o chefe #Castellani – é por participação em Deus.
Em termos práticos, a mulher pode governar as contas domésticas, liderando o aspecto econômico do lar. Em termos espirituais, a liderança que ela exerce é por participação (e não por substituição) na liderança sobrenatural do marido (“pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador”).
Quem não tiver nem medo nem olhos feministas que veja: uma liderança prática não nega, antes confirma, a hierarquia espiritual. Confie em São Paulo, por mais machista que possa soar aos ouvidinhos modernos.
Pedro Ribeiro fez todo um contorcionismo para fazer São Paulo parecer mais igualitário, mais ao gosto dos corações feministas de nossos tempos, para relativizar e diminuir o peso de sua exortação, mas Efésios 5 continua lá, imponente ante a mudança dos tempos.
Com base nisso tudo que foi dito, podemos lidar com alguns trechos do texto de Ribeiro.
Diz ele: “que grande loucura, no entanto, e que falta de senso sobrenatural acreditar que esta é uma passagem sobre a submissão feminina! Com efeito, dizer isso é tomar a parte pelo todo, o secundário pelo essencial, o mais chamativo pelo mais importante. Ao revés, toda a centralidade do ensino paulino sobre o casamento ali consignado está não no que é próprio da mulher – ou do homem – mas no que é dever recíproco de ambos”.
Respondo sem fazer contorcionismo com São Paulo: É evidente que esta passagem diz respeito a submissão feminina. O outro aspecto, a submissão tanto do marido quanto da esposa a Deus, não nega, mas sim confirma a submissão feminina. O mesmo pode ser dito a respeito dos “deveres recíprocos de ambos”, que, no caso das mulheres, permanece sendo para que “sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor”.
Diz ele: “Toda vez, portanto, que alguém se aproximar de você, sobretudo se você for mulher, e lhe disser que Efésios 5 é uma passagem sobre a submissão feminina, fugi, pois não se trata de ovelha, mas de lobo. Efésios 5 não é uma passagem sobre a submissão feminina, mas uma passagem sobre a virtude cristã universal da submissão e de como ela é especialmente importante e necessário no vínculo do casamento, pelo qual cabe à mulher submeter-se ao marido e o marido submeter-se à mulher”.
Respondo: Toda vez, portanto, que alguém se aproximar de você para opor um ensinamento claro com algum contorcionismo igualitário, fugi, pois não se trata de ovelha, mas de lobo. Efésio 5 é uma passagem sobre a submissão feminina, a qual é ainda mais confirmada quando se leva em consideração a virtude cristã universal da submissão e de como ela é especialmente importante e necessária no vínculo do casamento, pelo qual cabe à mulher submeter-se ao marido por submissão, e o marido submeter à mulher por liderança. E ambos assim se servindo e se amando um ao outro, mantendo o respeito à ordem hierárquica e resistindo à tentação de esculhambar com São Paulo.
Diz ele: “é sempre preciso lembrar também que, ainda que tais diferenças naturais existam, elas não são regras férreas e estritas, mas tendências predominantes, apenas, que sempre comportam exceções mais ou menos numerosas. Aliás, mesmo essas tendências predominantes de distinção entre os sexos não deixam elas próprias de se encarnar de modos muito variados nos mais diferentes povos e culturas”.
Respondo: Correto, mas o marido continua sendo o chefe da esposa. E se a esposa lidera é por participação na liderança dele, não por substituição como faz querer acreditar a mente igualitarista.
Diz ele: “As respectivas lideranças de marido e mulher em cada setor da vida familiar, portanto, são muito mais coisa para se debater e negociar em casa, a sós, do que matéria de púlpito”.
Respondo: Concordo. Em seus aspectos singulares nenhuma família é e pode ser igual à outra. Mas o princípio geral e sobrenatural de São Paulo permanece: o homem é o chefe da esposa, assim como Cristo é o chefe da Igreja.
Questiona ele: “Haveria a primazia de algum sexo na liderança espiritual da familia dentro do matrimonio?
Respondo: Sim, São Paulo foi claríssimo. É do homem. Se a mulher é que é mais devota ou é quem lidera na prática, tal liderança é espelho da liderança que provém do marido e, em última instância, de Deus.
É só não querer usar o secundário para opor o essencial, é só não querer usar a parte para negar o todo, é só não querer relativizar o importante pelo que é chamativo à mentalidade moderna, que a beleza da hierarquização paulina mostrará todo seu vigor.